And Darkness It shall Be…

Começar algo novo é sempre um desafio. Tornar algo velho novo mais uma vez talvez seja um desafio ainda maior, e eu acredito que este seja o principal tema ou motivo  deste blog. Tenho dez anos de experiência com o World of Darkness, cinco apenas narrando. Através deste período muitas coisas envelheceram em mim e no cenário, maturaram, ganhando novas formas, novas embalagens, ou até se transformaram radicalmente. A passagem para o “novo” World of Darkness, que já conta com alguns anos, representa todo o processo ocorrido. Em função desta trajetória decidi escrever sobre minhas experiências com o cenário e a mesa de jogo. Compartilhar tudo isso é quase como entrar no clima daquelas conversas de final de jogo, quando, no meio da noite, todos falam suas impressões sobre o ocorrido naquele momento da crônica, enquanto atacam seus snacks e esvaziam copos e mais copos de refrigerante.

O World of Darkness é um lugar incrível é terrível, e nele nossos sonhos e pesadelos se confundem. Eu falo em sonhos, sim, pois lá podemos esquecer a opressão estéril do nosso próprio cotidiano, e nos entregar a outro tipo de opressão, mais romântica (especialmente gótica em Vampire: the Requiem), que se reflete na estética dos abismos de concreto existentes entre os prédios que se perdem nas brumas, e nas luzes distantes, as luzes dos lugares onde os seres humanos tentam permanecer até serem cativados pelas coisas escondidas na escuridão.  

Nos posts futuros pretendo compartilhar esta percepção e as formas através das quais ela ajuda durante o jogo, tanto para jogadores quanto (e especialmente) para narradores.



 

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